segunda-feira, 22 de novembro de 2010

22.11.2010

A cada dia durmo mais tarde e acordo mais cedo. Parece que não há descanso para mim depois que adentrei neste véu. A cada dia, adentro mais nos seus mytos e parece que poucos outros momentos são tão especiais. Minha cabeça chega a pesar quando penso em tudo que poderia estar fazendo fora do véu. 

Será de fato um jogo para testar os limites da sanidade? Estaríamos nós enlouquecendo? O Dr. possivelmente já está doente. Perdeu-se ou se encontrou em suas cartas de navegação? Adentrei junto com ele ou mantenho-me fora de tudo, protegido? 

O que eu queria confeccionando aquele livro? Como eu poderia esquecer o ritual assim de forma tão sistemática? Trouxe-me tudo a tona, tudo. Trouxe-me as palavras delas, da Louca e da Menina. O engodo e a repetição. 

Distante da Casa dEle estou desabrigado, vulnerável a investidas cruéis. Sei que o inimigo ronda ao redor e que usa justamente o nosso lado mais frágil. Este é o meu. Maya. 
Maya! Que rota interessante acabo de descobrir. Além da mitologia indiana conter uma deidade chamada Maya, a mitologia greco-romana também a possui. Lembro-me vagamente disto, mas pelo uso e desuso, saiu de minha memória consciente. Maya, mãe de Hermes, agraciada por Hera. Subversão e fecundidade. Preciso conversar sobre isso com a Peregrina, bem como com meu querido Arconte. As duas faces de Maya!



Segundo a mitologia indiana Maea nos separa de Deus, é filha da falsidade e tem como filho a morte, de fato são consceitos culturais próximos de minha senda, embora diferentes, possuem seu sentido claro. O véu de Maea, poderoso instrumento que nos separa de Deus, de sua verdade. 



*Pitando e seguindo...